Cabras Mambrinas

Nesta postagem você poderá conhecer um pouco mais sobre a exuberância das cabras Mambrinas

ACTIVISMVIDA E AMBIENTEVIDA E SAÚDECURIOSIDADESBEM ESTAR

Délcio César Cordeiro Rocha

Mambrina é o nome de uma raça de animais caprinos originária do Oriente Próximo e Médio.

Cabras Mambrinas

É uma raça de animais próprios para o fornecimento de leite que tem pelagem de coloração muito variável.

Foi introduzida no Brasil onde formou uma nova variedade conhecida como Mambrina Brasileira.

É um animal rústico, de grande porte e fácil manejo.

A Raça é conhecida no Brasil como Indian ou Zebu

Esta raça é especializada na produção leiteira, mas tem bom potencial para a produção de peles e de carne.

Particularidades

Trata-se do maior desperdício de potencial genético do país.

São animais altos, corpulentos, de boa aptidão leiteira, havendo indivíduos com pouca lã.

Produz diariamente de 2 a 4 litros de leite com 4% de gordura, com os quais se fabricam, no oriente, queijos e a conhecida manteiga de Alepo.

O leite tem bom paladar, pois não possui odor hircino.

É uma cabra muito rústica, de grande porte e fácil manejo. Adapta-se, sobretudo, às regiões agrestes, quentes e secas, como no Nordeste e Centro do Brasil, onde tem prosperado.

Comportamento

De orelhas longas, admitindo todas as variedades de pelagens, é uma raça que poderá vir a ocupar um grande papel no melhoramento das cabras de orelhas longas e mestiços em geral.

Muito prolífica, tem até dois partos por ano, quase sempre de dois cabritos.

As melhores parições acontecem no Brasil Central, na primavera.

Seu temperamento é calmo.

Os cabritos são sadios, fortes e resistentes, não necessitam de cuidados especiais para se desenvolverem bem.

Seleção:

Existe muito pouco Mambrina para muita exigência segundo a Revista Ciência do Leite.

Os criadores poderiam tratar de fomentar a raça que é o grande patrimônio histórico da Bahia.

Ao invés de manterem acirrados debates que não levam ao incremento do criatório.

Muito pelo contrário levam à redução!

Ao invés de discussão, os criadores brasileiros poderiam dedicar-se à seleção e expansão da raça...

Não se verifica necessidade de importação de material genético da Síria e outros países árabes uma vez que no Brasil ainda existe fartura de criatórios poucos explorados.

Há muitos animais perambulando pelas caatingas de vários Estados e eles representam alternativas genéticas alvissareiras.

Nos criatórios tradicionais. tem surgido animais exponenciais, de porte avantajado, pouco pêlo e bom rendimento de carne.

O Mambrina, portanto é uma realidade de fácil exploração comercial.

Existem selecionadores em quase todos os estados e uma grande quantidade de núcleos na Bahia. Seus expoentes são premiados na maioria das exposições do Nordeste.

Em ambiente natural, costumam unir-se com outras, mas sempre obedecendo uma hirarquia;

Relacionamento com machos também obedecem a uma Hierarquia.

Não existe uma descrição adequada do Mambrina porque não se buscou uma padronização de acordo com sua terra de origem.

Supõe-se que o Mambrina brasileiro já constitua uma variação do padrão original, porque viveu ao abandono, nos sertões da Bahia, por muitas décadas.

A carne é saborosa e muito apreciada.

Em cruzamento com nossos caprinos comuns, dá mestiços maiores e mais leiteiros.

É uma das raças mais recomendáveis para uma extensa região do nosso país.

Os animais da raça Mambrina são de baixo peso à maturidade, principalmente as fêmeas, o que pode indicar, além do déficit nutricional, a adaptação desses animais às condições adversas das regiões nordeste.

Para as condições especificas de criação, devem ser abatidas, no máximo, em 240 dias, visto que, a partir dessa idade, o crescimento é muito lento.

Mambrina tornou-se o maior patrimônio caprino da Bahia, em forma pura.

Também foi pioneira nos ensaios com a raça. Angorá; com a Murciana e várias outras.

Ali sediou-se um bom trabalho com a raça Bhuj, muitos criadores entusiasmaram-se pela raça Jamnapari.

Atualmente, existem criadores cuidando da preservação de ecotipos nordestinos como as raças Azul, Tepartida, Canindé, Parda etc.

Ao mesmo tempo, poucos dedicam-se à Alpina Francesa como exotismo. Existem baianos criando a raça Cocorobó, a Biritinga, etc. Segundo dados da Revista Ciência do Leite.

Lanado e Deslanado?

Existe o Mambrina lanado, especial para as regiões mais frias ou onde possa acontecer geadas.

Por conta dessa característica, os criadores de Goiás tem preferido animais peludos.

Quase sempre na Bahia, os Mambrinas apresentam poucos pêlos mas, ao chegar o período frio, nas terras mato-grossenses ou goianas, o pêlo volta a crescer garantindo o conforto do animal.

No Nordeste a procura dos animais deslanados tem sido intensa nos últimos tempos. Conseguir grande porte, beleza, e ausência de pêlos não é tarefa fácil. Assim, o Mambrina continuará por muito tempo a apresentando as duas versões: lanado e deslanado, tem e terá muitas histórias a contar pelo futuro afora.

Referências Bibliográficas

https://cienciadoleite.com.br/noticia/84/raca-mambrina

Revista Brasileira de Saúde e Produção Animal https://agris.fao.org/agris-search/search.do?recordID=BR2012500207

https://www.bvs-vet.org.br/vetindex/periodicos/revista-brasileira-de-saude-e-producao-animal/10-(2009)-3/curva-de-crescimento-em-caprinos-da-raca-mambrina-criados-na-caatinga/

www.doutorzoo.wordpress.com

www.agroecobrasil.com

https://br.pinterest.com/pin/

https://opresenterural.com.br

www.zootecniabrasil.wordpress.com

Filhote de  cabra Mambrina
Filhote de  cabra Mambrina
Cabritos Mambrinas
Cabritos Mambrinas

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