Etologia dos Suínos

etologia, comportamento e bem estar dos suínos

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Délcio César Cordeiro Rocha

10/25/2022

Suinocultura
Suinocultura

Nesse tópico trataremos da Etologia e do comportamento de Suínos

Etologia de Suínos

O cenário mundial apresenta uma constante e crescente preocupação, por parte do mercado consumidor, para com as condições de bem-estar e de sustentabilidade. Por isso a importância de proporcionar um ambiente que permita ao animal expressar os comportamentos inerentes à espécie, conciliando produtividade e bem-estar.

Habitat dos suínos: 

O habitat preferido dos Suínos são as grandes florestas úmidas, tanto das montanhas como das regiões planas, mas alguns preferem as planícies cobertas de ervas altas e os campos mais ou menos brejosos.

Apreciam a proximidade da água e buscam as margens dos rios ou dos lagos onde cavam camas contatáveis.

Em estado selvagem os Suínos habitam a Europa (salvo na parte mais setentrional), o sul da Ásia e a maior parte da África, inclusive a ilha de Madagáscar, com exceção do Saara e regiões vizinhas.

São desconhecidos na América (onde se encontram seus primos os Taiaçuídeos) e na Austrália.

Anatomia dos suínos

Os Suínos são mamíferos Artiodáctilos Suiformes que possuem corpo comprido lateralmente, cabeça quase cônica, cauda fina, orelhas retas, pequenos olhos fendidos obliquamente e membros livres.

O focinho é muito característico: truncado, termina por um disco onde se abrem as narinas, sendo mantido sempre úmido por glândulas que, distribuídas por toda a sua superfície, segregam permanentemente um muco.

Este disco terminal é um órgão musculoso e móvel, reforçado por 2 ossos especiais, e desempenha um papel muito importante no comportamento do animal, servindo para fuçar o solo, desenterrar raízes e escavar camas na terra ou no lameiro.

Características dos Suínos:

São animais inteligentes, e com alta capacidade de aprendizado;

Seu paladar é bem desenvolvido, apresenta aproximadamente 19.000 papilas gustativas;

Completam a dentição com 18 meses;

Tem uma vida natural ate 10 anos.

A constante umidade do focinho reforça notavelmente

O olfato, que é particularmente muito sutil nos Suínos.

Os pés dos Suínos não têm a mesma estrutura dos pés dos Hipopotaniídeos.

Os Suínos apresentam ao nível do punho (articulação do membro anterior) um conjunto de glândulas, chamado glândula carpiana, que segrega um líquido viscoso de odor específico. Esta secreção é desfavorável ao animal, pois permite que os carnívoros lhe sigam o rastro.

A região perineal é abundantemente provida de glândulas odoríferas que desempenham um papel no reconhecimento individual.

Perto do olho encontra-se uma zona glandular, correspondente à lacrimal dos ruminantes, mas bem menos desenvolvida que esta.

O disco do focinho, como já ficou dito, é dotado d um conjunto de glândulas destinadas a umedecer-lhe a mucosa.

Ao nível do queixo dos suínos uma glândula cuja secreção, muito mais abundante no período da reprodução, deve contribuir para reforçar os estímulos genéticos dos parceiros.

É provável que todas essas secreções odorantes, bem mais numerosas que entre os hipopótamos e cujo odor é mais ou menos desagradável ao nariz humano, tenham contribuído grandemente para a reputação, que os porcos têm, de animais sujos, reputação que faz com que eles sejam criados sem qualquer cuidado de limpeza e higiene.

Dentição:

Os caninos dos Suínos, particularmente desenvolvidos nos machos, têm crescimento contínuo.

No javali só os caninos inferiores se projetam para fora da boca; os superiores são mais curtos e se desgastam à medida que crescem.)

Os incisivos inferiores são inclinados para diante, a ponto de se mostrarem praticamente horizontais.

Quanto aos molares, são dotados de tubérculos cujo número é característico em cada género; fortes, não especializados, capazes de triturar tanto raízes e caules lenhosos como pequenos vertebrados, são característicos de um regime onívoro.

Particularidades dos Suínos:

A visão do suíno e de ótima qualidade, principalmente com cores.

Sua melhor visão é a binocular;

Apresentam hábitos diurnos e acostumam-se facilmente a penumbra, possuem grande poder de sociabilidade, hierarquia bidirecional;

Seu esqueleto possui 270 ossos de varias formas, e sensível ao contato humano.

O eixo dos membros passa entre o terceiro e o quarto dedos como em todos os Artiodáctilos, mas os dedos 2 e 5, situados atrás, servem também para a sustentação, tocando o solo apenas durante a corrida, quando o peso do corpo faz flexionar as extremidades.

O polegar é ausente, como em todos os Artiodáctilos.

Os ossos metacarpianos e metatarsianos são livres, enquanto que apresentam um princípio de fusão nos Taiaçuídeos e se mostram unidos nos Ruminantes.

O estômago dos Suínos, bem menos diferenciado que o dos ruminantes, não é adequado para a ruminação, apresentando, no entanto, uma tendência à subdivisão que pode ser considerada como ensaio de especialização, é classificado como monográstrico.

Alimentação dos suínos:

Os suínos são onívoros no mais amplo sentido da palavra, comem de tudo: raízes, vegetais diversos, insetos e suas larvas, caramujos, vermes, lagartos, ratos e até peixes. Não desprezam nem mesmo as carniças.

Comportamentos:

São quase todos sociáveis, mas jamais formam varas muito numerosas.

Apesar de seu aspecto maciço, os Suínos são animais ágeis e capazes de correr com rapidez.

Ótimos nadadores, alguns deles não hesitam em atravessar um braço de mar a fim de passar de uma ilha para outra.

A audição e em especial o olfato são muito desenvolvidos, mas a visão revela-se medíocre.

Em geral animais tímidos que fogem diante do perigo, os Suínos defendem-se corajosamente quando acuados, muitas vezes atacando.

Hierarquia:

Social linear, caracterizada por uma classificação clara de dominante a subdominante;

Evidente em grupos de suínos mantidos em baixas densidades.

As Fêmeas em ambiente natural, não costumam unir-se com outras;

Relacionamento com machos;

Hierarquia ou dominância entre as fêmeas .

Os machos jovens separam-se do grupo familiar; Tendem a ser mais receptivos a fêmeas desconhecidas.

Biting Destinado a outros da baia;

Leitões desmamados e com problemas nutricionais;

Relacionados com uma série de fatores estressantes causados por problemas nas instalações e no manejo inadequado dos animais.

Estereotipias  são comportamentos repetitivos, invariáveis e sem funções óbvias;

Atividades oro-nasais; Morder as grades, a mastigação simulada e a polidpsia, que é o excessivo consumo de água.

Conforto Térmico ocorre pela regulação de sua temperatura interna;

Em períodos de estresse por calor ou locais mais quentes, mudam suas atividades em relação a períodos mais frios do dia ou durante a noite;

Situações de calor;

Escolhas e o uso do espaço pelos suínos podem fornecer informações importantes sobre suas necessidades de termorregulatórias.

Reprodução:

Os Suínos são animais muito prolíficos, as ninhadas podem atingir, em algumas espécies, 14 filhotes, cujo crescimento é muito rápido.

Esta aptidão para a reprodução rápida e a indiferença às condições de vida tornam-se particularmente adaptáveis à domesticação.

Assim como se deixam facilmente domesticar, com a mesma facilidade voltam ao estado selvagem. Deste modo, um javali capturado muito jovem logo se habitua ao cativeiro e parece não sofrer nada com o fato de viver encerrado num chiqueiro mal iluminado, ao passo que um filhote de porco doméstico em liberdade pode voltar rapidamente aos hábitos selvagens de seus antecessores.

Referências Bibliográficas:

www.btaaditivos.com.br/br

www.cpt.com.br/cursos-criacaodesuinos

www.doutorzoo.wordpress.com

/www.linkedin.com/pulse/etologia-su%C3%ADna-eduardo-dutra?trk=public_profile_article_view https://www.udesc.br/arquivos/ceo/id_cpmenu/1371/su_nos_manual_etol_gico_1560875532873 5_1371.pdf

https://suino.com.br/recuos-nas-cotacoes-dos-suinos-na-granja-e-atacado/

https://opresenterural.com.br/doencas-respiratorias-estao-entre-os-principais-problemas-sanitarios-em-suinos/

https:/MASSARI, Juliana M. et al. Características comportamentais de suínos em crescimento e terminação em sistema “wean to finish”. Engenharia Agrícola, v. 35, p. 646-656, 2015.

www.nippromove.hospedagemdesites

www.zootecniabrasil.wordpress.com

https://zootecniabrasil.com/2021/03/03/o-que-e-um-consorcio-suino-peixe/

https://www.suinoculturaindustrial.com.br/ 

https://www.cienciasresumos.com.br/animais/suinos/

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